Sobre SCUM

SCUM Manifesto é um livro escrito por Valerie Solanas em 1967 e apresenta uma proposta para a destruição do sexo masculino e construção de uma sociedade de mulheres.

Muita especulação têm rodeado o significado de SCUM. Várias fontes, incluindo o New York Times, têm interpretado a palavra como um acrônimo para  “Society for Cutting Up Men”, mas a expressão, que Solanas rejeitou, não aparece no seu trabalho. De acordo com o manifesto, SCUM refere-se às “mulheres dominadoras, seguras de si mesmas, confiantes de suas próprias capacidades, mordazes, desagradáveis, violentas, egoístas, independentes, orgulhosas, em busca de emoções, que vão aonde querem, arrogantes, que se consideram aptas a governar o universo, que percorreram até os limites dessa ‘sociedade’ e estão dispostas a ir muito mais além do que ela tem a oferecer”, mulheres que “segundo os padrões de nossa ‘cultura’ são a Escória”. SCUM são as mulheres que a sociedade descarta como a “escória”, afinal, elas já viram de tudo e não estão protegidas de saberem, são as mulheres que estão nas ruas dizendo as coisas como elas são.

Quando de sua publicação, o livro causou muita polêmica, tanto pelas ideias que defende, quanto pelo estilo literário que oscila entre agressivo e debochado. Seu conteúdo gira em torno da destruição do sexo masculino, que ela acusa ser responsável por transformar o mundo num monte de merda e representar os piores vícios contra as mulheres, que, livres da influência dos homens, são seres propriamente humanos e dignos de existência. Entre suas propostas estão eliminar o sistema dinheiro-trabalho – que dá poder e controle aos homens –, instaurar a automação completa, parar de reproduzir o sexo masculino e assassinar todos aqueles homens que não estejam colaborando de maneira consciente ou inconsciente com SCUM.

No manifesto, Valerie Solanas declara guerra ao estabelecimento patriarcal em todas as suas múltiplas formas: o governo, o capitalismo, a lei, o dinheiro, o trabalho, a religião, a família e a sexualidade masculina; e defende a construção de uma sociedade livre do poder masculino, dirigida pelas mulheres. Ela usa o termo homens para condenar todas as pessoas de qualquer sexo que perpetuam a supremacia das instituições patriarcais, que ela acredita com toda sinceridade serem ameaças mortais à humanidade. Solanas também denuncia todas as formas de fuga, separatismo e elitismo, que, em sua opinião, comprometem seriamente as políticas mais amplas de SCUM.


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